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Ultima atualização em 22 de Dezembro de 2025 às 18:08

Série “Uso Correto das Luvas de Proteção” (Parte 2)

Parte 2 - Como escolher a luva adequada de acordo com o risco.

Em nosso segundo informativo da série “Uso Correto das Luvas de Proteção”, abordaremos os tipos de luvas mais comuns e suas aplicações. As informações a seguir são um breve resumo para auxiliar na escolha correta do material da luva, de acordo com o risco existente. Identificar o tipo de luva para cada situação é essencial para o uso do EPI.

Tipos de Luvas a partir dos materias de confecção:

Couro: são utilizadas para proteção contra abrasivos e manuseio de materiais em geral.

Nylon (100%): indicado para o manuseio de peças sem contaminação química e com pontas afiadas ou grosseiras. Essas luvas não oferecem proteção contra exposição química e podem se dissolver em contato com algumas substâncias.

Kevlar (para-aramida): proporcionam proteção contra temperatura extremas e materiais abrasivos/cortantes. Devem ser utilizadas com base nas orientações do fabricante. Contudo, começam a sofrer degradação acima de 426°C. Não sendo adequadas para uso com produtos químicos.

Malha de aço: oferecem boa proteção contra abrasões e cortes, sendo indicadas para o manuseio de materiais afiados, pontudos.

Neoprene: oferecem proteção contra ácidos fracos e fortes, cetonas, sabões e detergentes. Não são recomendadas para exposição a solventes halogenados ou aromáticos.

Látex: apresentam boa elastidade e conforto. Disponíveis nas verões descartável ou reutilizável. Auxiliam na prevenção da transmissão de microrganismos e podem ser usadas sob outras luvas. Modelos mais espessos oferecem melhor proteção mecânica.
Podem ser utilizadas, com limitações, para manipulação de materiais radioativos (contaminação superficial).

Neoprene-Látex: reutilizáveis, protegem contra ácidos ou bases diluídas (concentração menor que 5%). Nessas condições, não apresentam restrições relevantes.

Nitrílica (buna-N): podem ser usadas para proteger contra solventes alifáticos, incluindo álcool isopropílico e resinas epóxi. Apresenta proteção limitada contra solventes halogenados. Luvas de nitrila não são adequadas para usar com cetonas, tais como acetona, metil etil cetona (MEK) e metil isobutil cetona (MIBK). Não deve ser usada por mais de cinco minutos com solventes halogenados. Modelos para trabalho mais pesados são mais seguros, mas afetam a destreza (são mais espessas).

PVC (policloreto de Vinila): Protegem bem contra corrosivos como hidróxido de amônio, sódio e potássio. Não devem ser usadas com solventes halogenados ou cetonas. Há versões alongadas que protegem punhos e antebraços, além de modelos mais espessos (compremetem destreza).

Viton: Indicadas para proteção contra solventes aromáticos, tais como tolueno e xileno e de solventes halogenados, como metil clorofórmio ou cloreto de metileno. Evitar imersão nesses solventes por mais de 30 minutos.

Butila (borracha butílica): adequadas para oxidantes fortes, como ácido nítrico fumegante, flúor e cloro gasoso, além de peróxido de hidrogênio concentrado.
São mais espessas e reduzem a destreza.

PVA (álcool polivinílico): provem proteção contra solventes halogenados como tricloroetano ou cloreto de metileno. Nunca devem ser expostas à água ou umidade, tampouco usadas com soluções aquosas ou substâncias químicas diluídas em água. São espessas e inadequadas para atividades que exigem boa destreza manual.

Ressalta-se que as indicações acima são referenciais, pois o desempenho das luvas varia entre fabricantes. Por isso, é indispensável consultar as informações do rótulo e da embalagem, além das recomendações emitidas pela equipe de segurança da Coordenação de Vigilância do Servidor (CVSS).

A CVSS também disponibiiza Catálogo de Equipamentos de Proteção Coletiva e Individual e Vestimentas de Segurança  acessível na página da Progep: https://progep.ufopa.edu.br/progep/.

Para orientações adicionais, entre em contato com a equipe de segurança da CVSS pelo e-mail cvss@ufopa.edu.br ou presencialmente na Unidade Tapajós, no prédio BMT 2, Sala 251A.

Encerramos aqui o segundo informativo da série “Uso Correto das Luvas de Proteção”. No próximo conteúdo, abordaremos a resistência química das luvas de proteção, aprofundando informações essenciais para a tomada de decisão segura por parte dos servidores.

Figura 1. Exemplos de tipos de luvas disponíveis no mercado.

 

Referências:

Universidade Estadual de Ponta Grossa. Central de Reagentes e Resíduos Químicos. Luvas. Disponível em:  https://www2.uepg.br/crrq/luvas-2/  .

Organização Muncial de Saúde. Uso de luvas – folheto informativo. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/servicosdesaude/prevencao-e-controle-de-infeccao-e-resistencia-microbiana/UsodeLuvasFolhetoInformativo.pdf

DuPont. O que é o Kevlar®? Disponível em: https://www.dupont.com.br/kevlar/what-is-kevlar.html#:~:text=Resist%C3%AAncia%20ao%20calor,de%20at%C3%A9%20800%20graus%20Fahrenheit.